“Uma mãe entende mesmo o que um filho não diz.”

18
Fev 09



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> Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
> Testemunha: 15 de Julho.
> Advogado : Que ano?
> Testemunha: Todos os anos.
> ______________________________________________
>
> Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afecta a sua memória?
> Testemunha: Sim.
> Advogado : E de que modo ela afecta a sua memória?
> Testemunha: Eu esqueço-me das coisas.
> Advogado : Esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha
> esquecido?
> __________________
>
> Advogado : Que idade tem o seu filho?
> Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
> Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
> Testemunha: Há 45 anos.
> _____________________________________________
>
> Advogado : Qual foi a primeira coisa que o seu marido disse quando
> acordou
> aquela manhã?
> Testemunha: Ele disse, 'Onde estou, Berta?'
> Advogado : E por que é que se aborreceu?
> Testemunha: O meu nome é Célia.
> ______________________________________________
>
> Advogado : Diga-me, doutor... não é verdade que, ao morrer no sono, a
> pessoa só saberá que morreu na manhã seguinte?
> _____________________________________________
>
> Advogado : O seu filho mais novo, o de 20 anos...
> Testemunha: Sim.
> Advogado : Que idade é que ele tem?
> ______________________________________________
>
> Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela
> foi
> tirada?
> _____________________________________________
>
> Advogado : Então, a data de concepção do seu bebé foi 8 de Agosto?
> Testemunha: Sim, foi.
> Advogado : E o que é que estava a fazer nesse dia?
> _____________________________________________
>
> Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
> Testemunha: Certo.
> Advogado : Quantos meninos?
> Testemunha: Nenhum.
> Advogado : E quantas eram meninas?
> ______________________________________________
>
> Advogado : Sr. Marcos, por que acabou o seu primeiro casamento?
> Testemunha: Por morte do cônjuge.
> Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
> _______________________________________________
>
> Advogado : Poderia descrever o suspeito?
> Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
> Advogado : E era um homem ou uma mulher?
> ____________________________________________
>
> Advogado : Doutor, quantas autópsias já realizou em pessoas
> mortas?
> Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
> ______________________________________________
>
> Advogado : Aqui no tribunal, para cada pergunta que eu lhe fizer, a
> sua
> resposta
> deve ser oral, está bem? Que escola frequenta?
> Testemunha: Oral.
> ____________________________________________
>
> Advogado : Doutor, o senhor lembra-se da hora em que começou a examinar
> o
> corpo da vitima?
> Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
> Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
> Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, questionando-se por que
> razão eu estava a fazer-lhe aquela autópsia.
> ___________________________________________
>
> Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de
> urina?
> _____________________________________________
>
> Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor verificou o
> pulso da
> vítima?
> Testemunha: Não.
> Advogado : O senhor verificou a pressão arterial?
> Testemunha: Não.
> Advogado : O senhor verificou a respiração?
> Testemunha: Não.
> Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a
> autópsia
> começou?
> Testemunha: Não.
> Advogado : Como é que o senhor pode ter a certeza?
> Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a
> mesa.
> Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?
> Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e tirando o curso
> de
> Direito em algum lugar!!!
>
>
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publicado por guilhermepetisca às 12:11

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